BR-116: ATRASO HISTÓRICO EXPÕE DIFICULDADES DAS OBRAS PÚBLICAS NO PAÍS

14 de junho de 2026 | Notícias

A demora na conclusão da duplicação da BR-116, entre Porto Alegre e Pelotas, voltou ao centro do debate após reportagem da jornalista Rosane de Oliveira, de GZH. Iniciada em 2012, a obra tinha prazo estimado de cerca de três anos e era apontada como uma das principais intervenções de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 no Rio Grande do Sul.

Passados quase 14 anos, a duplicação atravessou os governos Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e segue sem conclusão no atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, cerca de 85% da obra está pronta, mas ainda restam aproximadamente 31 quilômetros para a finalização total. Embora esteja contemplada no Novo PAC, ainda faltam trechos importantes, acessos, viadutos e serviços complementares para a entrega definitiva.

Entidades regionais, como a Associação Comercial e Industrial de Pelotas (ACP) e a Azonasul, manifestam preocupação com a possibilidade de novos atrasos. O principal temor é a insuficiência de recursos federais para manter o ritmo das obras e cumprir a previsão oficial de conclusão em 2027.

Não há explicação plausível para que uma obra estratégica, projetada para estar pronta ainda na década passada, permaneça inacabada após mais de uma década, tornando-se um símbolo da morosidade e da ineficiência na execução de grandes obras públicas no Brasil.

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